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O MANGUEBEAT
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MOVIMENTO MANGUE (34 anos) E CHICO SCIENCE (60 anos)
A MELHOR PIOR CIDADE PARA SE VIVER: RECIFE ANOS 90

O Movimento Mangue é um dos ativos culturais mais importantes de Pernambuco. Quando surgiu, no início dos anos de 1990, abismou o mundo da música no Brasil. Os olhos da crítica musical e das gravadoras se voltaram para o Recife, que na época constava em quarto lugar de uma lista entre as piores cidades do mundo para se viver. O instituto norteamericano que fez a pesquisa se baseou nos indicadores de desemprego e violência, mas as conversas de pé de ouvido que aconteciam no longo trajeto do Rio Doce - Piedade e Casa Caiada - Barra de Jangada, certamente ficaram de fora do estudo. Essas lendárias linhas de ônibus que saiam de Olinda, passavam por Recife e descambavam em Jaboatão dos Guararapes, ligaram mundos e promoveram o encontro entre alguns dos principais personagens do Manguebeat. Ambas faziam trajetos em linha reta pela avenida Agamenon Magalhães, serviam igualmente para quem queria ir ao “Centro da cidade”, à Encruzilhada, ao Derby, ao bairro das Graças.

E foi nesse miolo, entre o Derby e as Graças, que os mundos de Chico Science, Fred 04, Renato L, HD Mabuse e o DJ Dolores se encontraram para criar o Movimento Mangue. O Instituto de Pesquisa não tinha condições de antecipar essa revolução, mas o retrato de quarta pior cidade do mundo para se viver estava posto e não ficou de fora das letras das músicas, nem da postura política dos mangueboys diante daquela situação. Pelo contrário, o título que envergonhou a gestão municipal da época, também entrou na mistura que consolidou o Movimento Mangue, nascido na quarta pior cidade do mundo para se viver, marginal, faminta, afundada na lama.

Em 2026, o Movimento Mangue chega aos 34 anos e permanece crescendo como uma impressionante escultura de lama. A música foi a ponta de lança das mudanças na geografia cultural do Recife impulsionadas pela andada da galera do Mangue, em busca de espaço pra tocar. Inspirados no modo de fazer do movimento punk, o faça você mesmo (do it yourself), eles botaram pra moer com o que tinham. A realização de festas, onde se apresentavam para uma plateia formada basicamente por amigos e amigos de amigos, foi uma das formas de testar a música que faziam e de levantar algum dinheiro para fazer mais festas e irem conseguindo chegar a mais e mais pessoas, imprimir panfletos, cartazes, e fazer mais festas... Diversão levada a sério, como já dizia Chico Science.

O Quarto Pior Réveillon do Mundo, Black Planet, Festa do Hip Hop, Sexta Sem Sexo, Natal Mangue Feliz foram algumas dessas iniciativas, realizadas em locais que não constavam das agendas culturais dos jornais impressos, a principal fonte de informação de então. Espaço Oásis, em Rio Doce, Daruê Malungo, em Peixinhos, o cabaré Adilia’s Place, no Bairro do Recife, a Boate Misty, na Boa Vista, o centro cultural Arteviva, em Boa Viagem. As oportunidades para apresentar o trabalho foram sendo inventadas e novos palcos foram surgindo, como a Soparia e a Galeria Joana D’arc, onde passou a funcionar o Satchmo, ambas no Pina.

Da necessidade de ter um release sobre o trabalho das duas bandas mais proeminentes do Movimento Mangue, Chico Science & Nação Zumbi, a galera de Olinda, e Mundo Livre S/A, de Candeias, surgiu o Manifesto Caranguejos com Cérebro, escrito por Fred 04, jornalista de formação. Era o ano de 1992, data que entrou para a história como o nascimento do Movimento Mangue. O Manifesto foi a certidão.

Espaços maiores foram se abrindo, como o festival promovido pela TV Jornal na Rua do Lima para saudar a abertura do verão e depois o Circo Maluco Beleza, que brotou às margens do mangue, nas Graças. Local que sediou a primeira edição do Festival Abril Pro Rock (1993), realizado por Paulo André Pires, e que trouxe uma cena recheada de bandas afoitas para mostrar trabalho, aí incluídas Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. Foi quando a MTV e produtores musicais interessantes e interessados, como Carlos Eduardo Miranda, vieram ao Recife para conhecer o som do Mangue. Nesse mesmo ano, em outubro de 1993, Chico Science & Nação Zumbi já tocaram no Circo Voador, no Rio de Janeiro, na programação do Festival Super Demo, numa noite com outras novidades, como o De Falla, Suínos Tesudos, Piu Piu & Sua Banda.

Todas as pessoas do mundo da música estavam nessa noite no Circo Voador para conhecer o som dos meninos de Pernambuco, que foram a terceira banda a tocar. Chico Science entrou no palco escuro vestido como um caboclo de lança e por um momento só se ouviu o som dos chocalhos. A galera de preto, que instantes atrás batia cabeça, estranhou, a princípio. O tempo parou por segundos, talvez minutos, e só voltou a girar quando os tambores começaram a tocar e depois a voz do Mangue gritou: eu vim com a Nação Zumbi, ao seu ouvido falar, quero ver a poeira subir, muita fumaça no ar. O Super Demo era, na verdade, um selo da Sony, que estava apresentando ali as suas novas contratações. No ano seguinte, Da Lama ao Caos foi lançado pela Sony.

É Fashion, é Pop é Pop é Fashion - A Moda se incorporou ao Movimento Mangue, primeiro vestindo os músicos. As roupas, principalmente de Chico e dos músicos da Nação, feitas por Márcia e Clezed, da Período Fértil, eram inspiradas na cultura das ruas do Recife e Olinda, algumas releituras dos figurinos dos brincantes do Caboclinho, Maracatu, dos emboladores de coco, e depois começou a vestir o público. Além da Período, surgiram outras marcas: Makossa, É Tudo, Jailson Marcos e FAG. E nome como o dos estilistas Eduardo Ferreira, Beto Normal, Valberto Victor e Leopoldo Nóbrega. As roupas traduziam toda a ebulição da cena mangue, quer seja nos símbolos, como nas camisetas de Beto Normal da bandeira de Pernambuco com uma folha de maconha no lugar da cruz, e nos materiais usados por Eduardo, que faziam uma moda mais conceitual e mais elaborada. Leopoldo Nóbrega fazia roupas com detalhes em cerâmica, que ele mesmo esculpia e queimava.

Toda essa produção era vendida diretamente pelos produtores nas bancas do Mercado Pop, a versão pernambucana do Mercado Mundo Mix que já existia em São Paulo. Em resumo, uma feira colaborativa com produtos autorais, onde os expositores viviam o mesmo contexto dos músicos da cena mangue, frequentavam Olinda, a Soparia e estavam inspirados por toda a renovação que veio com o Movimento Mangue.

Criado por Evêncio Vasconcelos e Wil, o Mercado Pop seguiu na mesma linha de ação dos mangueboys. Foram abrindo espaços não convencionais na cidade - as então ruínas do Paço Alfândega, o Armazém 14, o Armazém 12, a Torre Malakoff, o Festival de Inverno de Garanhuns, campeonato de Surf em Maracaípe e no Festival Abril Pro Rock. Sempre havia DJ, desfile de moda e como mestra de cerimônia uma das primeiras drag queens do Recife, Gilka Brechó.

Na edição de 2022, a Fenearte homenageou o Movimento Mangue e o Mercado Pop foi lembrado com uma exposição no mezanino.

CHICO SCIENCE - 60 ANOS

O nome artístico foi soprado por um amigo, inspirado no nome de um tio, também Chico, amante de ficção científica e por isso chamado de Chico Science. Antes de adotar o nome que o eternizou, Francisco de Assis França era conhecido nas rodas de break entre Olinda e Recife como Chico Vulgo. Dedicado na busca por uma batida perfeita, Chico mergulhou no hip hop, no rap, no funk, nos tambores, deixou tudo soando bem aos ouvidos e criou um nome para a sua música: Mangue. Depois de formar as bandas Orla Orbe, Bom Tom Rádio, Loustal, sempre experimentando no coletivo, chegou perto do que buscava com a formação Chico Science & Lamento Negro, mas encontrou a formação ideal com Chico Science & Nação Zumbi. Um nome que remete às nações africanas, aos maracatus de baque virado, e ao líder quilombola Zumbi dos Palmares. À frente, nas letras e nos vocais, Chico Science, um jovem de 20 e pouquinhos anos, com uma proposta bem ousada: modernizar o passado.

Em 13 de março 2026 faz 60 anos que Francisco de Assis França, o Chico Science, veio ao mundo. Apesar de não estar presente fisicamente para receber todas as honras pelo feito de inserir Pernambuco e o Recife no mapa da música mundial, a sua presença é incontestável no cenário cultural brasileiro. 0 primeiro disco, Da lama ao Caos, lançado em 1994, ainda é novo, atual, revolucionário e inspira gerações. Não à toa está numa lista entre os 100 álbuns mais importantes do mundo, segundo a Revista Rolling Stones. Em 2022, uma enquete promovida pelo jornal O GLOBO, onde foram ouvidos 25 especialistas em música, entre pesquisadores, jornalistas e outros profissionais, Da Lama ao Caosficou em primeiro lugar entre os melhores da música brasileira produzidos a partir de 1982.

Tem um vídeo de Chico sendo entrevistado na beira do mangue, talvez na Rua do Sol, centro do Recife. Ao fundo se vê os prédios da rua da Aurora mais antigos, edifício Montreal, Iemanjá, Capibaribe, onde ele morou, dividindo apartamento com Fred 04 e Mabuse, e o Alfredo Bandeira. Na entrevista, Chico diz que não sabia quem era Josué de Castro. Soube porque o repórter José Teles, do Jornal do Commercio, o chamou de Josué de Castro, o médico e geógrafo, pela comparação que Chico já fazia entre o homem e o caranguejo, falava do mangue. Ele perguntou então ao jornalista quem era Josué de Castro. Com a resposta de José Teles, ele se interessou em saber mais e foi ao Centro Josué de Castro. Folheou o livro Homens e Caranguejos e sentiu vontade de escrever uns versos: “Os rios crescem todos os dias junto com a marginalidade e a fome que faz os caranguejos ficarem espumando e os homens ficarem babando. É a espuma e a baba da fome. A geografia cotidiana mostra que o Recife está afundando na lama”.

Em Da lama ao caos, de 1994, ele escreveu: Posso sair daqui pra me organizar / Posso sair daqui pra desorganizar (...) / Da lama ao caos, do caos à lama / Um homem roubado nunca se engana (...) / O sol queimou, queimou a lama do rio / Eu vi um chié andando devagar / E um aratu pra lá e pra cá / E um caranguejo andando pro sul / Saiu do mangue, virou gabiru / Ô Josué, eu nunca vi tamanha desgraça / Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça (...) / Com a barriga vazia não consigo dormir / E com o bucho mais cheio comecei a pensar / Que eu me organizando posso desorganizar / Que eu desorganizando posso me organizar

ANTENE-SE

Artista contemporâneo da época em que vivia, Chico estava antenado suficientemente para captar o que estava por vir. Assim como pensou o Mangue, traduzindo e transcriando a vida do mangue para a vida humana, sem conhecer Josué de Castro, Chico antecipou posturas que hoje estão dentro do conceito de Economia Criativa. O trabalho coletivo, o cooperativismo, artista empreendedor, acredite no seu sonho, estude sua área, consuma produtos da sua vizinhança. A mesma antena captou o que já dizia o escritor russo Leon Tolstói, um dos grandes mestres da literatura mundial: Fale de sua aldeia e estará falando do mundo.

Chico soube falar da sua aldeia como ninguém. Levou para o mundo personagens reais e lendas urbanas que até então só eram conhecidos internamente, como a perna cabeluda, Biu do Olho Verde, Galeguinho do Coque, Roger (Cadê?). E as pessoas de todas as partes do Brasil e do Mundo cantam as músicas e se identificam. Por isso é chamado de gênio.

Uma série de gírias inspiradas no Mangue foram lançadas por Chico. Uma compilação está disponível no site acervochicoscience.com.br na aba glossário, que é alimentado por sua família. Entre as gírias está De Andada. “Estar ‘de andada’ significa estar disponível, à procura de um par, uma manguegirl/mangueboy, um amor”. Antene- se: “Imperativo do termo pronominal “antenar-se”; ligue-se; esteja atento ao novo, ao que acontece, capte o que está no ar”.

Um dos símbolos que mais representa Chico Science é o caranguejo. Na vestimenta, o chapéu coco de palha e os óculos escuros. No Memorial Chico Science, no pátio de São Pedro, no Recife, a coleção de tênis do malungo também tem destaque entre os itens mais conhecidos. A primeira vez que o vi à paisana, ele usava um colar cujo pingente era um plug de som e o chapéu coco, uma camiseta branca com uma ilustração da música A Cidade e jeans. No Carnaval de 2024, uma das fantasias mais vistas foi de Chico Science, o brincante. Calção de chita, com meias longas até o joelho, tênis, camiseta branca e chapéu coco. Até o cantor João Gomes fez um show vestido assim. Chico Science lançando moda de Carnaval 27 anos depois da sua morte.
Em 2010, Chico Science foi tema da Ocupação Itaú Cultural, em São Paulo.

LOS SEBOZOS POSTIÇOS

Cada um dos integrantes da formação original do Nação Zumbi tem um pseudônimo: Tocaia (Toca Ogan), Mocambo (Gira), Amaro Satélito (Gilmar Boa 8), Pixel 3000 (Jorge Du Peixe), Fortrex (Pupillo), Djeiki Sandino (Dengue) e Jackson Bandeira (Lúcio Maia). O de Chico é Doutor Charles Zambohead. Los Sebozos Postiços é uma banda alternativa de alguns integrantes do Nação, que só toca Jorge bem Jor.

MOMENTO INESQUECÍVEL 2

O momento inesquecível 1 foi ver Chico Science & Nação Zumbi se apresentando no Super Demo, no Circo Voador (RJ). O momento inesquecível 2 foi ver Nação Zumbi tocando sem Chico Science pela primeira vez, nos vocais Max Cavalera, recém saído do Sepultura. Na mesma edição houve a homenagem a Chico, com os músicos contemporâneos, Falcão (Rappa), Marcelo D2, BNegão, cantando Tamo aí mandando brasa coma Nação Zumbi (Nosso batuque será sua herança / Assim falou, assim falou / No elétrico lamaçal / Um Malungo pelas peles da Nação Zumbi / Onde tem baque solto / E baque virado inteiro (...) / A ciência consegui juntar / O mangue com o mundo / E de lá saiu / Um Mangue boy Malungo / Antenado, camarada, Malungo / Sangue bom / Francisco de Assis / Malungo sangue bom / É de Malungo pra Malungo, maluco / Só sangue bom / Emocionado homenageio / Com minha improvisação / E a Nação Zumbi mandando ver / Tô na parada / E de repente tô embolando Hip hop e batucada (Demorou) / Fazendo a frente / E nos terrenos da vida / Cantando me faço presente (...)

SÍNDROME OU TEORIA DO CARANGUEJO

Dizem quem caranguejos juntos num cesto aberto não conseguem fugir, pois se um vai tentar, o outro puxa e o fujão cai no cesto novamente. Isso é dito para exemplificar a inveja entre iguais. Nesse sentido, Chico Science fez o oposto, gostava de ter os amigos por perto e gostava mesmo de envolver todo mundo na sua roda de caranguejos espertos, nos primeiros passos em busca da batida perfeita. Jorge Du Peixe e Gilma Bolla 8 foram alguns desses amigos que Chico puxou para fora do cesto, entre outros. Fez isso também com artistas tradicionais, como Lia de Itamaracá e Mestre Salu, que eram famosos mas não tinham palco entre as novas gerações. Chico trouxe para perto.

Na primeira turnê na Europa, colocaram os Paralamas do Sucesso para abrir um show pra CS&NZ. E ele disse ao produtor que algo estava fora de ordem, pois os Paralamas vieram antes e influenciaram o trabalho deles. Tentou contextualizar quem eram os Paralamas no Brasil. A música Maracatu Atômico, de Jorge Mautner, foi gravada no segundo disco do grupo, Afrociberdelia, o que apresentou Mautner para outras gerações. A música estourou mundialmente, três décadas depois de ter sido lançada. Gilberto Gil, apesar de consagrado, pediu para tocar no mesmo dia de Chico Science & Nação Zumbi no Festival Summer de New York. Chico abriu o palco para Gil e eles cantaram juntos Macô.

Siba, do Mestre Ambrósio, abalado por ocasião da morte de Chico, deu um depoimento que confirma a brodagem do mangueboy mais proeminente. “Ele nunca quis aparecer sozinho. Sempre chamava todo mundo pra participar”, disse. Fred 04 disse que Chico era um catalisador cultural, um ativista.

ROTEIRO SENTIMENTAL CHICO SCIENCE

Inquieto e obstinado, o bicho andou. Aqui um compilado mais representativo de por onde andou Chico Science, do anonimato à fama.

Santo Amaro onde a família morava quando ele nasceu, Paulista (segunda casa antes da casa da Cohab de Rio Doce sair), Rua Girassol na 2ª etapa da Cohab de Rio Doce, Clube Ferroviário (RD), Clube dos Rodoviários (RD), Vila Olímpica (RD), Espaço Oásis (show com Orla Orbi – Festa Blck Planet – em Rio Doce), Daruê Malungo (Peixinhos), Misty (1ª festa do hip hop do Recife – Boa Vista), apartamento da irmã Goreth (Derby), Edf, Capibaribe (rua da Aurora), Centro Cultural Arteviva (Boa Viagem), Galeria Joana D’arc (Pina), Soparia (Pina), Cantinho das Graças, Show na rua da TV JORNAL (Rua do Lima), Centro Josué de Castro (Santo Amaro), Circo Maluco Beleza (Graças), Circo Voador (Lapa / Rio de Janeiro), Aeroanta (São Paulo), CBGB’s (NY), CENTRAL PARK (NY), túnel Chico Science (Benfica), Avenida Chico Science (Bultrins, Olinda onde tem escultura do caboclo de lança feita por alunos da oficina de escultura com Demétrio Albuquerque que é Chico Science vestido de caboclo), Memorial Chico Science (Pátio de São Pedro, casa 21).

NADA SERÁ COMO ANTES – antes do Movimento Mangue / depois do Movimento Mangue

Cinema:
O filme que marca o renascimento do cinema pernambucano, Baile Perfumado, tem na trilha sonora várias composições de Chico Science & Nação Zumbi, Fred 04, Siba, Stela Campos, entre outros.
A Lama dos Dias (seriado de Hilton Lacerda que se passa na época do Manguebeat)

Comunicação:
A Rádio Frei Caneca FM, rádio público do Recife foi criada na década de 1950, mas só começou a sair do papel depois que Renato L foi o secretário de Cultura do Recife.

Moda:
O Mercado Pop é o precursor das feiras colaborativas que hoje são bastante comuns no Recife. A Moda Autoral de Pernambuco MAPE, um projeto do Governo do Estado apoiado pelo SEBRAE é um desdobramento do Mercado Pop, assim como a Feneaerte.

Camila Ferza, estilista pernambucana foi manguegirl. Era tão fã que virou amiga de Chico Science & Nação Zumbi.

Leopoldo Nóbrega, que assina a confecção da escultura do Galo gigante, foi um dos participantes do Mercado Pop, com suas roupas decoradas com cerâmica. Beto Normal, Eduardo Ferreira, Jailson Marcos, Leila Bastos (ex É Tudo) e Período Fértil permanecem na Moda.

Música:
Existe uma banda cover de Chico Science e Nação Zumbi em São Paulo

Fotografia:
Projeto Lambe Lambe

Festivais:
Abril pro Rock (não teve em 2024), Rec Beat, Hip Hop, Break

Dança:
O Grupo Experimental criou o espetáculo Zambo, inspirado no Mangue

Teatro:
De certa forma, o Magiluth é Manguebeat.

Livros:
Do Frevo ao Mangueat, de José Teles
Manguebeat. A cena, o Recife e o mundo, de Luciana Ferreira, Moura Mendonça
Chico Science e o Movimento Mangue, de Moisés Neto
Da Lama ao Caos: que som é esse que vem de Pernambuco, de José Teles
Soparia: De boteco a palco de todos os sons, de José Teles

INSIGHTS SOBRE CHICO SCIENCE E O MOVIMENTO MANGUE

Algumas frases de Chico Science são muito citadas, mas talvez “Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor”, da música A Praieira, seja a número 1 em citações. As letras das músicas refletem o pensamento dos compositores. “Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”, também de Chico, ilustra sua forma de agir no mundo.

- Quais são as outras frases que as pessoas mais gostam nas letras de Chico?
- Sugestão de interação nas redes
(pessoas cantando trechos das músicas de Chico Science que mais amam)

Provocações: Recife a 4ª pior cidade do mundo para se viver no início dos anos 1990: COMO ESTÁ RECIFE AGORA? (o 4º pior revéillon do mundo)

POSSÍVEIS PARCERIAS/DESDOBRAMENTOS

Outros insights importantes podem render parcerias e atividades (oficinas / seminários / talk shows) que agregam valor ao Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, como:

- Memorial Chico Science (passeios e interações)
- Economia Criativa EU ME ORGANIZANDO POSSO DESORGANIZAR (SEBRAE):
MERCADO POP
- Computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro (Porto Digital)
- Projetos de reciclagem e ecológicos (Atelier Jacaré, que faz brinquedos e objetos de decoração com material reciclado)
- Cooperativismo / Coletivismo (Eu Acho é Pouco)
- Catamaram Tours (olhar para o rio e o mangue)
- Realização de Oficinas voltadas à produção cultural / empreendedorismo cultural
Curiosidades: O primeiro jingle de campanha de Humberto Costa foi feito por Chico Science): Hum Berto... Hum Berto...
- oficina de hip hop
- atrações: batalha da escadaria, slam das minas
- exibição de filmes e curtas sobre o maguebeat (cineastas Jura Capela, Bidu, Marcelo Gomes)

As Bandas contemporâneas de Chico Science & Nação Zumbi
- Mundo Livre S/A
- Eddie
- Bonsucesso Samba Clube
- Os Cachorros
- Sheik Tosado
- Querosene Jacaré
- Devotos (do Ódio)
- Faces do Subúrbio
- Via Sat
- Spider & Incógnita Rap
- Cascabulho
- Mestre Ambrósio
- Stela Campos
- Paulo Francis vai pro céu
- Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis
- Dona Margarida Pereira e os Fulanos
- Câmbio Negro
- Van Filosofia
- Mombojó
- Coração Tribal